Zeca e Guarda Honório estão na frente do banco no qual Honório trabalha como vigia, em uma pequena cidade do interior. Eles tentam fazer a vaca Matilda entrar no banco através da porta giratória, sem sucesso. Zeca amarra Matilda em um poste e pede a Honório que vigie a vaca enquanto ele vai ao banco. Dentro do banco estão Dona Peralgina, uma senhora de 60 anos de idade, o padre da cidade e um coroinha. Zeca vai para o fim da fila. Todos estão esperando que Vanderlei, o único caixa do banco, lhes atenda, mas este está dormindo nos fundos da agência. Três importantes fazendeiros entram na agência, decidindo quem será o próximo prefeito da cidade e dividindo os vereadores entre si: três vereadores para Adrião, três para Quintino e dois para Julião, já que o prefeito será Julinho, seu filho. Os três vão direto ao caixa, sem respeitar a fila, chamam por Vanderlei e são prontamente atendidos. Mandam transferir 50 mil para a conta do delegado da cidade, o Moura. Repentinamente entram no banco Odete e Leobaldo, jovens de cerca de 25 anos, encapuzados e portando metralhadoras, empurrando o guarda Honório para dentro. Eles anunciam um assalto, mas atrapalham-se com suas falas ensaiadas e resolvem começar tudo de novo. Saem do banco, deixando todos perplexos e entram novamente, anunciando o assalto, cumprindo, desta vez, o combinado. Todos jogam-se no chão, exceto Dona Peralgina. Leobaldo surpreende-se quando descobre que sua mãe, Dona Peralgina, está presente no banco. Ela briga muito com ele, principalmente porque os capuzes que a dupla usa foram feitos com uma colcha roubada da casa dela. Leobaldo leva a mãe para um canto do banco e pede que ela fique ali, prometendo-lhe comprar uma colcha nova depois do assalto. Odete e Leobaldo começam a recolher os pertences das pessoas e o dinheiro do banco. Odete toma do padre, além do saquinho de dinheiro, um saquinho de hóstias e começa a comê-las , sob protestos e maldições do religioso. Leobaldo reclama com Odete, dizendo que ela vai ficar ainda mais gorda comendo as hóstias. Odete protesta, indignada, gritando que não é gorda. Para provar, tira a roupa. Fica apenas de calcinha, sutiã e metralhadora. Ela rebate, chamando Leobaldo de varapau e magrelo. Este também tira a roupa, ficando apenas de cueca e metralhadora, exibindo sua boa forma. Odete fica horrorizada com Leobaldo, que está usando a mesma cueca há mais de uma semana. Dona Peralgina intervém, dizendo que, se a cueca está suja, a culpa é de Odete, que não a lavou, como todas as mulheres têm obrigação de fazer. Odete não gosta do comentário machista e dá uma rajada de metralhadora em Peralgina, que morre na hora. Leobaldo reclama , dizendo que não precisava matar a mãe dele por tão pouco, mas acaba convencido por Odete de que foi melhor para Peralgina morrer assim do que de velhice ou de câncer. Matilda, a vaca de Zeca, que ficou do lado de fora do banco, dá um mugido. Odete e Leobaldo, que em suas brincadeiras íntimas costumam mugir um para o outro, se entreolham apaixonados. Eles beijam-se e ao mesmo tempo disparam as metralhadoras, matando todos que estão dentro do banco. Felizes, Odete e Leobaldo recolhem o produto do roubo, saem do banco, ordenham a vaca Matilde, tomam um pouco de leite, montam na vaca e vão embora, fazendo planos para o futuro
ASSALTO À MÃO BEIJADA
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